A Baixada Santista, que responde por R$79 bilhões do PIB paulista, passou a integrar o eixo das decisões que vão definir a infraestrutura de transporte do Estado até 2050.
Em Santos, o Governo de São Paulo apresentou os estudos do PLI-SP 2050, plano que promete transformar desafios históricos de mobilidade e logística em projetos estruturados, com foco em novos ramais ferroviários e integração entre modais.
O PLI-SP 2050 orienta investimentos públicos e privados com foco na ampliação da intermodalidade entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
Na Baixada Santista, isso significa qualificar a conexão entre o planalto e o litoral, tornando mais eficiente o escoamento de cargas e o acesso ao porto.
Entre as frentes em estudo estão novos trechos ferroviários com potencial logístico, capazes de reduzir a dependência do transporte rodoviário.
Além de ampliar a capacidade de movimentação de cargas e incentivar um modelo mais limpo, econômico e sustentável.
Os estudos ainda estão em fase de diagnóstico e vão embasar futuras decisões de investimento na região.
Baixada no centro da discussão logística
O encontro reuniu representantes do poder público, setor produtivo, especialistas e sociedade civil na Região Metropolitana da Baixada Santista — formada por Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.
Assim, são 1,9 milhão de habitantes e concentra atividades decisivas para a economia paulista.
A agenda integra o ciclo de escuta regional do PLI-SP 2050 e reforça um planejamento estruturado para orientar investimentos com visão de longo prazo.
Diferentemente de regiões com perfil industrial predominante, a Baixada Santista possui economia majoritariamente baseada no setor de serviços, impulsionada pelo Porto de Santos.
Além das cadeias logísticas associadas, pelo comércio e pela atividade turística.
Assim, esse perfil exige soluções que garantam fluidez aos transportes, previsibilidade operacional e desenvolvimento sustentável em um território urbano e ambientalmente sensível.
Regiões
O encontro em Santos integra um processo de escuta que já passou por seis regiões do Estado – de Registro (ZEE 6), Sorocaba (ZEE 4), Ribeirão Preto (ZEE 1), Bauru (ZEE 2), Campinas (ZEE 5) e São José do Rio Preto (ZEE 3) – onde vivem cerca de 20 milhões de paulistas – quase a metade do estado.
O PLI-SP 2050 consolida dados e contribuições regionais em diretrizes estratégicas.
Além disso, alinha investimentos às vocações e desafios de cada região dentro de uma visão sistêmica para as próximas décadas.
“Estamos mudando a forma de planejar infraestrutura em São Paulo. O PLI-SP 2050 combina escuta regional, base técnica e visão de futuro para transformar demandas locais em decisões responsáveis de investimento”, afirmou o subsecretário de Logística e Transportes da Semil, Denis Gerage Amorim.
“Não é um plano de gabinete: nasce do diálogo com quem produz, transporta e vive a logística todos os dias”, acrescentou.
O diagnóstico apresentado mostra forte concentração no setor de serviços, responsável por 57,7% dos empregos formais.
Aliás, índice acima da média estadual.
Santos lidera a geração de postos de trabalho, com 222 mil empregos formais e a maior relação emprego por habitante da Baixada.
Ao mesmo tempo, os estudos identificam desafios como congestionamentos, limitações de mobilidade e pressão sobre a infraestrutura urbana, reforçando a necessidade de planejamento integrado.
Metodologia
A metodologia do PLI-SP 2050 organiza esse trabalho em etapas que vão da caracterização socioeconômica à projeção de demanda e definição da oferta futura de infraestrutura, estruturando projetos capazes de orientar investimentos de médio e longo prazo com base técnica consistente.
Para o setor produtivo, esse alinhamento é decisivo.
“Quando o planejamento logístico dialoga com a realidade produtiva da região, ele gera eficiência, reduz conflitos e amplia a competitividade. A Baixada precisa de integração modal e previsibilidade para continuar crescendo de forma sustentável”, afirmou Eduardo Barbosa, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo ( Ciesp) de Santos.
“O Fórum é uma oportunidade para que os planos municipais e estaduais sejam alinhados com respeito ao interesse público, a sustentabilidade e as necessidades da população”, destacou Fábio Ferraz, secretário de Governo de Santos.
Próximos passos
Assim, as contribuições coletadas no Fórum Regional da Baixada Santista passam agora a integrar as análises técnicas do PLI-SP 2050.
Dessa forma, o ciclo de encontros regionais segue consolidando a etapa central do plano.
Ou seja, a participação social estruturada, que alimenta modelos, projeções e diretrizes que orientarão a política de logística e transportes do Estado até 2050.
A população, o setor produtivo e as instituições locais ainda podem contribuir por meio do site pli.semil.sp.gov.br.
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