Após anos marcados por excessos e padrões estéticos repetitivos, a estética facial vive, em 2026, uma mudança de rumo. O foco deixa de ser o preenchimento exagerado e passa a priorizar a regeneração tecidual, o respeito às características individuais e resultados cada vez mais naturais.
Para a cirurgiã-dentista e especialista em harmonização orofacial Dra. Erika Kugler, a estética moderna não tem como objetivo transformar rostos, mas preservar histórias e fortalecer a autoestima de forma consciente.
“Cada rosto carrega identidade, expressão e vivências. O papel do profissional é realçar, não apagar traços. Quando a estética respeita quem a pessoa é, o resultado gera confiança, não estranhamento”, afirma.
Estética com propósito
O trabalho da especialista é sustentado por três pilares considerados essenciais no cenário atual: ciência, consciência e acolhimento. A ciência garante segurança e previsibilidade. A consciência orienta decisões éticas, inclusive a recusa de procedimentos quando necessário. Já o acolhimento permite compreender o real desejo do paciente, que muitas vezes vai além da aparência.
“Com a influência constante das redes sociais, esses pilares são fundamentais para evitar exageros e promover saúde estética”, explica. Segundo ela, quando o procedimento chama mais atenção do que a pessoa, a naturalidade foi perdida.
A era da estética regenerativa
Em 2026, a harmonização facial consolida uma nova fase, baseada em menos volumização e mais estímulo biológico. Entre os principais avanços estão os bioregeneradores, tecnologias como o endolaser e protocolos focados no estímulo profundo de colágeno, com resultados progressivos e naturais.
“O foco saiu do ‘preencher’ e passou para o ‘regenerar’. Hoje tratamos estrutura, qualidade da pele e saúde tecidual”, destaca. Essa abordagem também dialoga com a saúde integrativa, considerando inflamação, metabolismo celular e envelhecimento saudável.
Inovação ou modismo
Com tantos lançamentos no mercado, a Dra. Erika alerta para a diferença entre inovação real e tendências passageiras. Para ela, apenas técnicas com base científica, previsibilidade e benefícios comprovados permanecem ao longo do tempo.
“A estética corretiva isolada perde espaço. A regeneração inteligente oferece resultados mais duradouros, seguros e alinhados à individualidade do paciente”, pontua.
Educação estética e responsabilidade
Outro ponto essencial é a educação estética. Um dos maiores equívocos, segundo a especialista, é acreditar que harmonização facial precisa ser visível. “O melhor resultado é aquele que parece natural.”
Ela também chama atenção para os riscos emocionais envolvidos quando o desejo estético nasce de inseguranças profundas. Expectativas realistas, compreensão do processo e equilíbrio emocional são fatores determinantes antes de qualquer procedimento.
Naturalidade que transforma
Os casos mais marcantes da carreira da Dra. Erika não são os de grandes mudanças visuais, mas os de reconexão com a própria imagem. “Quando o paciente se reconhece no espelho com mais leveza e frescor, a estética cumpriu seu papel”, afirma.
Um conselho para 2026
Para quem pensa em realizar um procedimento estético, a orientação é clara: buscar profissionais que priorizem ciência, ética, regeneração e respeito à identidade individual.
“A estética deve valorizar quem você é, não criar um novo rosto.”
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Instagram: @dra.erikakugler