Unidas pelo passado
São Vicente, 494 anos. Santos, 480 anos.
Cidades vizinhas, mas com realidades sociais e econômicas distintas.
Enquanto a segunda, tem PIB per capita de quase R$ 74 mil, a primeira chega a R$ 22,7 mil – 3,2 vezes menor.
Dados do 2023, segundo o IBGE.
Guaiaó
No entanto, diante das suas respectivas importâncias e ligações históricas, lamenta-se que até hoje não haja uma união de propostas de ambos municípios que ocupam a Ilha de São Vicente (antiga Guaiaó, nome abandonado pelas autoridades municipais e esquecido, infelizmente, em razão de alteração da importante via, com promessas de mudanças e melhorias nunca cumpridas).
Raridades
Ora, nenhuma região no País tem tanta riqueza histórica reunida para mostrar.
Mesmo assim, as ações voltadas à preservação do patrimônio histórico ainda são tímidas e, em especial, quanto a difusão da nossa riqueza arquitetônica e cultural escondida em imóveis seculares espalhados por ambas as cidades. Muitos em lastimável estado de conservação.
Pela mesma finalidade
Por isso, diante da aproximação dos 500 anos de ambos os municípios, feito raro para cidades não capitais, por qual razão não há união de lideranças destes municípios para promover ações visando a valorização da história e do patrimônio de forma a atrair pesquisadores, turistas e investidores?
Hora de mudar!
Além-mar
Hoje, por exemplo, Portugal é um exemplo de como a história é fomentadora de negócios e turismo, atraindo pessoas do mundo inteiro, que pagam para visitar castelos e igrejas seculares.
Não bastasse, por aqui passaram os primeiros imigrantes das mais variadas nacionalidades, o que certamente seria um diferencial para atrair patrocinadores.
Enquanto isso…
Somente assim, poderíamos reabrir e recuperar patrimônios, públicos ou privados, que tiveram sua importância na construção da história de ambas as cidades.
E a lista é enorme: Porto das Naus, Casa Martim Afonso, Hospedaria dos Imigrantes, Escolástica Rosa…
Só para citarmos alguns.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil – Arquivo
Fogo amigo à direita
Dos Estados Unidos, ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou que integrantes da direita estão colocando de lado nomes indicados por ele para disputar uma vaga ao Senado.
Cotado anteriormente, ele quer ungir alguém para ocupar uma das duas vagas que a direita lançará em São Paulo.
E sugeriu nomes como os deputados Gil Diniz e Paulo Mansur, além da vereadora paulistana, Sonaira Fernandes.
Ação e…
Na fala, descartou o nome da deputada Rosana Valle (PL) ao Senado.
A principal cabo eleitoral da parlamentar é a presidente nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro.
Clara exposição das rusgas entre a esposa e os filhos do ex-presidente.
Reação
Horas depois após o vídeo de Eduardo circular, Rosana garantiu que está focada em sua reeleição como deputada, a despeito do seu partido ter divulgado pesquisa no final do ano passado onde a colocava na disputa ao Senado.

Ministro Marcio França quer volgar ao cargo de governador paulista. Foto: Marcio Pinheiro/Arquivo
Do outro lado
Mesmo com a confirmação do governador Tarcísio de Freitas à reeleição, o ministro Márcio França (PSB) luta para voltar ao Palácio dos Bandeirantes.
Ainda que a ministra Simone Tebet, hoje no MDB, entre na sua legenda para disputar vaga ao governo paulista.
Ou Senado.
Quem responde?
Será…
que os partidos de direita vão seguir as ordens dos filhos de Bolsonaro?
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