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Opiniões

09 DE JANEIRO DE 2026

Olhar além das fronteiras

Humberto Challoub

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As significativas mudanças que vêm ocorrendo na geopolítica global, com a redefinição das áreas de influência das potências militares e econômicas irão, por certo, influir de forma direta nas eleições nacionais marcadas para outubro próximo.

Mais do que as discussões sobre as questões que afetam o cotidiano das famílias brasileiras, especialmente que dizem respeito à educação, saúde e segurança, pautas relacionadas à política externa e a posição brasileira no contexto atual das nações deverão, igualmente, ganhar em importância, sobrepondo também temas comportamentais de gênero e ambientais.

Isso porque, a manutenção da posição de neutralidade que o País adotou até hoje em sua diplomacia terá, cada vez mais, pouca serventia em um mundo acirrado por interesses estratégicos e posições ideológicas antagônicas.

Nesse contexto, o debate não deverá se restringir à retórica de preservação da soberania ou sobre o respeito aos direitos internacionais, ressaltando o poder supremo e independente de um Estado para governar seu próprio território sem interferência externa e a garantia da autodeterminação dos povos.

Ele exigirá uma definição clara de cada candidato nos movimentos de alinhamento às políticas impostas pelos blocos liderados pelos Estados Unidos, China e Rússia, países que hoje exercem grande influência em suas regiões de interesse.

Inegavelmente, o pragmatismo adotado pelo presidente norte-americano Donald Trump exigirá do Brasil maior vigor na defesa dos seus interesses e na busca do estabelecimento de pontos de convergência na formulação de projetos comuns que atendam ambas as partes.

Da mesma forma, confirma a necessidade de o País continuar ampliando suas rotas de comércio visando reduzir, de forma gradativa e contínua, a dependência de mercados como o dos EUA, responsáveis pela absorção de boa parte das exportações brasileiras.

Está claro que o mundo está aberto às novas oportunidades e há muito oferece novos sistemas de integração comercial para serem compartilhadas em benefício de todos, sobrepondo ideologias e regimes de governo.

Buscar a consolidação de laços de cooperação com antigos parceiros permitirá ao Brasil exercer o papel de importante parceiro estratégico no desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis e como destino seguro para investimentos nos setores industriais e de infraestrutura.

Portanto, é de se esperar que a escolha dos novos governantes garanta ao País um lugar de destaque no cenário internacional, evitando assim o isolamento resultante de posições radicalizadas e desconectadas do pragmatismo que rege o mundo atual.

 

Humberto Challoub é jornalista, diretor de redação do jornal Boqnews e do Grupo Enfoque de Comunicação

 

 

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