Localizada junto à Avenida Mario Covas, em frente ao Porto de Santos, a Vila Sapo ainda continuará existindo ainda que parcela dos seus moradores sejam transferidos para o residencial Novo Horizonte.
O empreendimento, localizado a poucos metros do terreno ocupado pela comunidade, foi entregue no final de janeiro, na Rua Amélia Leuchtemberg, 645, na Ponta da Praia.
No entanto, das 65 famílias que residem na comunidade, nem todas mudarão para as novas instalações.
Isso porque a luta da associação começou há mais de duas décadas.
No entanto, nem todos os moradores do local aderiram à associação até 2018.
Além disso, outros saíram da área e novos vieram neste intervalo.
Assim, pelo menos 25 famílias ainda permanecerão na área até que haja uma solução definitiva em relação ao seus futuros.
A preocupação, porém, é que as casas desocupadas voltem a receber novos moradores e a situação volte à estaca zero.
Assim, uma reunião ocorrida na última semana envolvendo representantes do Serviço de Patrimônio da União, a Cohab Santista e da própria associação buscou alinhavar os caminhos para que o terreno seja, aos poucos, esvaziado.
E assim, ter um novo destino – podendo ser, inclusive, habitacional.
“O SPU tem se reunido com a associação para buscar uma solução habitacional para as famílias que ficaram. É compromisso da SPU com essas famílias que elas permaneçam em suas atuais moradias até encontramos uma solução”, explica Emerson Santos, coordenador do escritório descentralizado do órgão na região.
Desocupação planejada
Assim, a ideia é que tão logo a família beneficiada com o novo apartamento saia, a antiga moradia seja demolida para evitar novas ocupações.
A Cohab Santista responderá pela obra.
E assim, com a derrubada da casa, a área vazia seja usada para outra finalidade, sem qualquer construção, como um campinho de futebol ou espaço de lazer para crianças, destaca Santos.
Em nota, a Cohab Santista informa que em relação às famílias remanescentes da área da comunidade da Vila Sapo, e que já constituíram uma nova Associação de Moradores que as representa, o Município procurou o SPU.
E assim se colocou à disposição para elaboração de novo projeto habitacional.
Dessa forma, caberá ao próprio SPU disponibilizar área para a demanda remanescente, ou seja, para atender as cerca de 25 famílias.
“Após a mudança das famílias para o novo empreendimento, os imóveis desocupados serão demolidos por empresa que está sendo contratada pela Cohab Santista por processo licitatório”, explicou a Cohab, em nota.
Não há, porém, previsão de quando isso ocorrerá.
Residencial
O empreendimento surgiu após contrato da Associação de Moradores da Vila Sapo por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades.
Sua implantação ocorreu em área doada pelo SPU, do Governo Federal.
A associação de moradores, por meio de critérios determinados pelo programa, efetuou o apontamento e a seleção de demanda.
Dessa forma, encaminhada à Caixa para aprovação.
Não houve intervenção do Município no processo.
Ao todo, o empreendimento conta com 136 apartamentos.
Assim, a edificação ocorreu a partir de dois aportes do Casa Paulista, que totalizaram R$ 12,3 milhões.
Aliás, a demanda original é da Associação Habitacional Vila Sapo.
Ela qualificou o projeto para receber recursos federais via Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), no valor de R$ 95 mil por unidade.
Desse modo, como essa quantia não cobria o custo total da obra, a associação solicitou complemento ao Governo de São Paulo, que aportou a outra metade dos recursos necessários à construção do empreendimento.
Os apartamentos têm 50 m² e são destinados a famílias com renda de até R$ 2,85 mil, indicadas pela associação.
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