No segundo incêndio em menos de um mês na Vila Gilda, pelo menos 184 pessoas já foram cadastradas pelo Centro de Referência e Assistência Social (Cras) Rádio Clube até o início da noite desta quinta.
Por sua vez, equipes das secretarias municipais de Saúde (SMS), Desenvolvimento Social (Seds), Segurança (Seseg) e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) se mobilizaram para atender as vítimas do incêndio, o segundo em menos de um mês, sobre palafitas no Caminho São Manoel, no Dique da Vila Gilda, na Zona Noroeste de Santos.
Foram acionadas, ainda, as defesas civis do Município e do Estado, além da equipe do Plano de Ajuda Mútua (PAM) do Porto.
Por sua vez, a Sabesp disponibilizou caminhões-pipa para ajudar os Bombeiros a debelar as chamas.
Assim, estima-se que 100 moradias tenham sido atingidas.
Por sua vez, cerca de 100 famílias do total de 184 pessoas já cadastradas perderam seus pertences.
O fogo, que começou por volta das 13h30, mobilizou grande operação do Corpo de Bombeiros, com apoio de viaturas de Santos e cidades vizinhas.
Ao todo, 15 viaturas e 49 bombeiros controlarem as chamas.
“O primeiro apoio foi da Defesa Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, garantindo toda a atuação de combate ao incêndio e o suporte logístico. Também acionamos a Sabesp e empresas parceiras para fornecer água e demais recursos”, afirmou o prefeito Rogério Santos
Dessa forma, o prefeito falou em entrevista coletiva após reunião com o secretariado, no Centro de Controle Operacional (CCO), no Paço, para discutir as medidas emergenciais após a ocorrência.
“No local, o Cras já iniciou o cadastramento, oferecendo apoio social e psicológico às famílias atingidas”, acrescentou.

Dezenas de bombeiros de Santos e região atuaram no combate às chamas. Causa ainda é desconhecida. Foto: Carlos Nogueira/PMS-Divulgação
Atendimento médico
A SMS disponibilizou três ambulâncias e dois postos de enfermagem,.
Ao todo, 11 atendimentos ocorreram.
Além de duas remoções à UPA da Zona Noroeste (outro paciente se dirigiu à unidade por conta própria).
Dessa forma, oito atendimentos foram realizados no local, com liberação dos pacientes na sequência, sem necessidade de remoção para a UPA.

Prefeito Rogério Santos se reuniu com o secretariado para expor a situação e montar uma força-tarefa para atendimento às vítimas de mais uma tragédia, a segunda na mesma comunidade em menos de um mês. Foto: Carlos Nogueira/PMS-Divulgação
Atendimento social
Assim, o atendimento socioassistencial às vítimas ficou sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social.
Ela organizou equipes de Proteção Básica para iniciar o cadastro dos afetados pelo incêndio.
Já os atendimentos emergenciais ocorrem no Cras.
Assim, a Proteção Especial continua mobilizada para garantir o acolhimento emergencial.
Por sua vez, no Centro Esportivo da Zona Noroeste (antigo Dale Coutinho), quatro famílias estavam abrigadas até a tarde de quinta.
Já o Restaurante Bom Prato disponibiliza refeições.
Assim, o espaço teve organização da Prefeitura, com fornecimento de colchões, cestas básicas e kits de higiene enviados pelo Governo do Estado.
Além disso, o governo paulista disponibilizou três caminhões de materiais de apoio por volta das 15h.
“Estamos em reunião permanente com a Defesa Civil e secretarias municipais para dar continuidade ao atendimento, garantir assistência imediata às famílias e planejar a reorganização do território, evitando novas ocupações irregulares”, apontou Santos.
Doações
Dessa maneira, quem quiser ajudar as vítimas com alimentos e produtos de higiene pessoal, pode entrega as doações no Fundo Social de Solidariedade (Avenida Conselheiro Nébias, 388, Encruzilhada).
Além do Centro Esportivo, à Rua Fausto Felício Bruzarosco, 8/120.
Assim, ambos funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Confira o vídeo com imagens do incêndio
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